sexta-feira, 12 de julho de 2013

Pai de Daleste não acredita em crime passional; funkeiro nunca pedia segurança nos shows

Assessoria de imprensa nega informação do produtor, que diz que o cantor não pedia segurança para os shows
Rolland Ribeiro, pai de Daniel Pellegrini, o MC Daleste, afirmou nesta sexta-feira (12) que não acredita na hipótese de crime passional na morte do filho, assassinado com um tiro no último sábado (6) durante um show em Campinas.

“Não acredito (em crime passional), ele tem a mulher dele, estava bem com ela, muito bem”, afirmou Rolland.

O funkeiro morreu cerca de dez minutos após começar uma apresentação num condomínio da CDHU (Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano), no bairro San Martin, periferia de Campinas, após levar um tiro no abdômen.

Durante o enterro do filho na última segunda-feira (8), Rolland declarou que o motivo do crime foi inveja.  "Foi inveja. Inveja mata." Ainda segundo ele, a vítima não tinha inimigos. "Era um menino muito bom, um menino carismático, dócil. Ele não tinha inimigos", afirmou.

Shows sem seguranças

O produtor que contratou MC Daleste para seu último show na carreira, Rogério Rodrigues, afirmou em entrevista ao R7 que trabalhava com o cantor há dois anos e que o funkeiro nunca pedia segurança nos shows.

“Daleste já veio oito vezes cantar aqui em Campinas, na rua, para 20 mil pessoas, e nunca pediu segurança, porque o povo aqui gostava dele. Ele não imaginava que isso ia acontecer”, afirmou Rodrigues.

A assessoria de imprensa do cantor, contudo, nega a informação e diz que "sempre existiu a preocupação com isso". A equipe do MC Daleste também criticou a falta de segurança no show em que ele acabou baleado.
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