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| Inclusão foi acontecendo gradativamente, a partir de um trabalho diário e de ações envolvendo a comunidade escolar |
A inclusão foi acontecendo gradativamente, a partir de um trabalho diário e de ações envolvendo a comunidade escolar. “Uma das barreiras foi a falta de cultura da inclusão, da solidariedade e do respeito. Tivemos que fazer um trabalho de conscientização com toda a escola, e também com as famílias”, explicou a pedagoga Marlise Clorinda Claudino. “A escola precisa estar mobilizada para que todos tenham o entendimento dos direitos que esses alunos têm”, disse.
De acordo com a pedagoga, os alunos da escola cresceram emocionalmente ao entender que cada pessoa pode ter uma necessidade específica para aprender ou conviver na sala de aula. “É nosso dever fazer com que o aluno se sinta bem na sala. Temos que ajudar para que ele não deixe a escola”, comentou o aluno do 7º ano, Thiago Sebastian Evangelista, 11 anos.
Clarice Verônica de Paula Romanoski, 13 anos, gosta muito da escola por causa das atividades, dos professores e dos colegas. Para ela, que já tem objetivos traçados, estudar é um caminho para progredir na vida. “Quero ser professora de inglês. Gostaria de ensinar as pessoas a conhecerem outro idioma”, comentou a aluna que é cega. Na escola há três anos, Clarice conta com o apoio dos colegas em várias situações. “Sentava ao lado e lia para ela. Conversávamos no recreio”, disse Juliana Coelho, 12 anos, do 8º ano, que estudou com Clarice ano passado.
O mesmo apoio sempre aparece no trânsito entre a escola e o ônibus do transporte escolar. Os colegas também conduzem a estudante cega pela escola nos intervalos e ajudam na hora do lanche. “Temos que respeitar e ajudar no que for possível. Minha avó era cega e sei que existem dificuldades”, disse Brenda Alves de Paula, 14 anos.
CONVÍVIO - Além do bom convívio entre os estudantes, professores e funcionários, são feitos investimentos em profissionais para o atendimento a esses alunos - intérprete de Libras, professor de apoio à aprendizagem, materiais pedagógicos específicos, como máquinas Braille para alunos cegos. “Temos que buscar outras metodologias, de acordo com cada deficiência. Isso nos faz ir atrás de mais informações e de estudos para lidarmos bem com o nosso trabalho e com os alunos”, comentou o professor de matemática, Márcio Santos.
Os alunos compreendem quando os professores fazem avaliações diferenciadas para aqueles que necessitam deste recurso e não veem isso como protecionismo, mas com um instrumento que vai ao encontro da necessidade especial de cada um deles. A adaptação curricular também é uma prática necessária.
No Paraná, mais de 21 mil alunos especiais estão incluídos no ensino regular. “A inclusão dos alunos com deficiência é uma política da Secretaria de Estado da Educação, assim como garantir o direito do acesso e a permanência na escola, na qual recebem educação de qualidade”, destacou a diretora do Departamento de Educação Especial e Inclusão Educacional, Walquiria Onete Gomes.








