![]() |
Paulo Bernardo também contesta
governador Beto Richa sobre discriminação do Paraná
no repasse de verbas federais |
O ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, negou ontem que o PT tenha abandonado suas bandeiras históricas e adotado uma cartilha “privatizante”, por conta dos planos de concessão à iniciativa privada de obras de infraestrutura em portos, aeroportos, e da desoneração tributárias de empresas de telefonia em troca de investimentos na expansão da rede de banda larga de internet. As declarações tentam rebater críticas da oposição e até do próprio PT, cuja direção nacional aprovou, no início do mês, resolução na qual pede que o governo reveja o plano de desoneração de R$ 6 bilhões para as teles em troca de investimentos na banda larga.
“É um equívoco completo. Temos redes congestionadas e precisamos melhorar a qualidade do serviço e reduzir o preço. Não tem nada de ideológico nisso”, afirmou ele, lembrando que medidas semelhantes foram adotadas pelo governo federal com a redução de impostos para a indústria automobilística e outros setores produtivos.
Bernardo também rebateu as críticas do governador Beto Richa (PSDB) a Medida Provisória (MP) do governo federal que prevê a concessão à iniciativa privada de terminais e instalações portuárias localizadas em portos já existentes, por meio de licitação. Richa tem dito a MP representa um retrocesso, já que segundo ele, prevê a transferência de atribuições que atualmente são de responsabilidade dos governos estaduais para a União. “O porto é federal, administrado pelo estado por delegação. E isso não está sendo mudado. O que se prevê é a concessão de novas áreas para novos investimentos”, explicou o ministro.
O petista igualmente contestou as queixas do governador segundo as quais o Paraná tem sido discriminado na distribuição de verbas federais aos estados. Na semana passada, Richa afirmou que o Paraná é o quinto estado em arrecadação, mas o 26º no recebimento de recursos da União.
Segundo Bernardo, porém, o Paraná tem hoje em andamento convênios com o governo federal que somam R$ 3,8 bilhões, contra R$ 3,47 bilhões do Rio Grande do Sul e R$ 1,9 bilhões de Santa Catarina. “Não posso acreditar que ele (Richa) está de má-fé. Acho que ele não tem informações suficientes”, avaliou Bernardo, que é marido da chefe da Casa Civil, Gleisi Hoffmann, pré-candidata do PT ao governo do Estado para 2014, quando Richa deve buscar a reeleição. “Acho que nós temos que arregaçar as mangas e trabalhar. Se ficar fazendo festa e criticando não vai resolver nada”, afirmou o ministro.
Richa contestou ontem mesmo o petista, reafirmando que segundo o Orçamento federal, estão previstos investimentos de R$ 1,6 bilhão no Paraná, contra R$ 2,6 bilhões para o Rio Grande do Sul e R$ 1 bilhão para Santa Catarina. “Então o Paraná tem se mexido e o que nós precisamos é que os três ministros se mexam e ajudem o Estado”, disse o governador, referindo-se a Bernardo, Gleisi e o ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência, Gilberto Carvalho, todos com origem política no Paraná.









0 comentários:
Postar um comentário